Em um sonho irrealizável este dia seria um day off. No aeroporto, entre famílias e executivos em ponte aérea, o terceiro voo da lista de próximas partidas seria nosso futuro. Paris, Buenos Aires, Canadá, ou mesmo (e por que não?) São Paulo ou alguma cidadezinha à beira-mar. O relógio corre, mas mesmo com pressa, estamos calmos. O enlace de nossos dedos tranquiliza. A atmosfera e o clima lembram aqueles filmes B que há muito já perderam a graça, mas rimos de tudo. O que nos envolve, nos diverte. Mas, nos apavora. Temos pouco tempo. Mas, quem sabe, mais que um pouco?
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